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domingo, 2 de março de 2014


UM IMPORTANTE DETALHE DA ATIVIDADE JORNALÍSTICA E DA CONTRIBUIÇÃO HISTORIOGRÁFICA DE UM FECUNDO E LONGEVO POLÍGRAFO: JO RODRIGUES CORIOLANO DE MEDEIROS, SÓCIO FUNDADOR E PATRONO DA CADEIRA 07 DO IHGP

 

Guilherme Gomes da Silveira D’avila Lins

 

Por paradoxal que possa parecer, fica cada cada vez mais difícil falar a respeito da figura inolvidável do Prof. João Rodrigues Coriolano de Medeiros, a menos que se rememore os já bastante divulgados aspectos da sua vida tão longeva (mais de 98 anos) quão prolífica como publicista multifacetado (mais de 330 trabalhos de todos os tipos, por ele assinados, às vezes sob pseudônimos, na quase totalidade publicados efetivamente, porém alguns ainda inéditos), seja como jornalista, seja como romancista, seja como dramaturgo, seja como poeta, seja como folclorista, seja como historiador, seja como corógrafo, seja como biógrafo, seja como memorialista.
Noutras palavras, desde há muitos anos têm sido tantos e tão bem qualificados os que me antecederam ao tratar da vida e da obra de Coriolano de Medeiros que, sem receio de exagerar, pouco me resta para falar aqui neste sentido, a não ser que eu me valha, por assim dizer, de uma “lente de imersão no meu microscópio”, buscando desta maneira no “grande aumento a observação do detalhe eventualmente ainda pouco destacado, apesar de este procedimento o valioso nas ciências biológicas, quando usado exclusivamente, poder tirar do observador a visão de conjunto do objeto observado, visão de conjunto esta que, por outro lado, já está sobejamente analisada por outros. Desta maneira, começa a se esboçar, a traços largos, o tipo de rumo que tomarei na caminhada da homenagem ao Patrono da Cadeira que ocupo hoje nesta Casa.
Antes, porém, e a bem da verdade, devo registrar aqui pelo menos algumas das inúmeras autoridades que, ao longo do tempo, versaram proficientemente sobre a vida e a obra deste meu homenageado.
Dentre os ensaios de outras autoridades posso assinalar um do Prof. (José) Gláucio Veiga, do ano de 1958, intitulado Saudação a Coriolano de Medeiros. No ano de 1965 houve também o artigo de- nominado O Velho Mestre do Desembargador Aurélio Moreno de Albuquerque. Existe ainda um trabalho impresso de doze páginas, sem data mas, aparentemente, do ano de 1965, intitulado Ascendências Genealógicas do Professor Coriolano de Medeiros, da autoria de Manuel Henrique da Silva (Né Marinho). em 1966 o meu amigo Deusdedit de Vasconcelos Leitão publicou o trabalho Coriolano de Medeiros - Presença da Paraíba em sua Biografia. Em 1967 o saudoso Sebastião de Azevedo Bastos publicou em dois jornais desta cidade o artigo Coriolano de Medeiros. Em 1971 meu caro colega e filho do homenageado em epígrafe, Dr. José Batista da Silva - a quem agradeço de público as horas agradáveis e proveitosas, durante as quais muito aprendi sobre seu pai publicou o artigo Homenagem a Coriolano de Medeiros. em 1972 Celso Otávio de Novais deu à estampa num jornal desta cidade o trabalho intitulado Coriolano de Medeiros. No mesmo ano de 1972 J. J. Torres publicou em um jornal do Recife o artigo O Mestre Coriolano de Medeiros. Ainda no ano de 1972 Ernani Ayres Satyro e Souza publicou em dois periódicos locais o artigo Coriolano de Medeiros. No ano de 1973 o Dr. José Batista da Silva estampou também em periódico local o artigo Coriolano de Medeiros, uma lição de vivência. No ano de 1974 meu outro homenageado na noite de hoje, o Prof. Octacílio Nóbrega de Queiroz divulgou através de um jornal local o artigo Coriolano de Medeiros. Ainda no mesmo ano de 1974 o jornalista e acadêmico Luiz Gonzaga Rodrigues escreveu e publicou num periódico desta cidade o artigo Coriolano. No ano de 1975 o saudoso Eduardo Martins da Silva ofereceu uma minuciosa investigação sobre o homenageado em tela na sua publicação Coriolano de Medeiros: Notícia Biobibliográfica. Ainda no ano de 1975 foi a vez de o então Cônego e hoje Monsenhor Eurivaldo Caldas Tavares traçar um escorço biográfico de João Rodrigues Coriolano de Medeiros na publicação Instituto Histórico Geográfico Paraibano e seus 70 anos: Ligeira Notícia Biográfica dos Sócios Fundadores. No ano de 1979 o meu saudoso amigo Dr. Maurílio Augusto de Almeida publicava o trabalho Coriolano de Medeiros, o Humanista, in: Cadeira Número Sete, quando da posse daquele ilustre médico, escritor e historiador na Academia Paraibana de Letras (APL), solenidade a qual tive a honra de estar presente com a minha esposa. Ainda no ano de 1979 uma parte substancial da REVISTA DO INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO PARAIBANO (v. 22) foi destinada a várias homenagens ao Patrono da Cadeira N.º 07 da Casa de Irineu Ferreira Pinto. Eis os trabalhos que caracterizavam estas homenagens: Coriolano e a Revista do Instituto Histórico da autoria do Prof. José Octávio (de Arruda Mello), Reflexões sobre um Historiador pelo Dr. Higino (da Costa) Brito, Visão de Coriolano de Medeiros da autoria de Deusdedit (de Vasconcelos) Leitão, O educador Coriolano de Medeiros da autoria do Prof. Itapuan Bôtto (Targino), Coriolano de Medeiros da lavra de Ivan Bichara (Sobreira), Coriolano, o Justo da autoria do então Cônego e hoje Monsenhor Eurivaldo Caldas. Tavares e Coriolano de Medeiros: Notas para sua Biografia da autoria do Dr. Humberto (Carneiro da Cunha) Nóbrega. Bem mais recentemente, já no presente ano de 1999 surgiu a plaqueta Coriolano de Medeiros da autoria de Deusdedit (de Vasconcelos) Leitão, fazendo parte da “Coleção Historiadores Paraibanos” (v. 2), chancelada pelo Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IGHP). Finalmente, há apenas poucos dias João Rodrigues Coriolano de Medeiros foi alvo de competente atenção e merecida alusão no Discurso de posse do Acadêmico Dorgival Terceiro Neto, em 17 de julho de 1999, na Cadeira N.º 07 da Academia Paraibana de Letras (APL), sucedendo ao Dr. Maurílio Augusto de Almeida.
Essa encorpada relação de tributos ao Prof. Coriolano de Medeiros representa apenas uma amostragem muito parcial do que eu havia prenunciado. Ainda antes de lançar minha visada para o enfoque que pretendo descortinar aqui é preciso salientar que, ao lado da sua vertente de professor e de publicista de grandes merecimentos, João Rodrigues Coriolano de Medeiros foi, eminentemente, um semeador e criador de instituições culturais. Dentre elas pode-se citar o assim grafado Centro Litterário Parahybano [CLP] (1893), a Universidade Popular [UP] (1913) e a Associação de Homens de Lettras [AHL] (1917). Adicionalmente ele foi Sócio Fundador do então grafado Instituto Historico e Geographico Parahybano [IHGP] (1905) e, posteriormente, Patrono da sua Cadeira N.º 07, além de Sócio Fundador do Gabinete de Estudinhos de Geografia e História da Paraíba [GEGHP] (1931) e ocupante da sua Cadeira N.º 06, de que é Patrono (Dr. Manuel) Arruda (da) Camara e ainda Sócio Fundador da Academia Paraibana de Letras [APL] (1941), sendo o primeiro ocupante da sua Cadeira N.º 07, de que é Patrono o grande Arthur Achilles dos Santos.
Isto posto, utilizemos agora aquela “lente de imersão”, através da qual iremos focalizar um importante detalhe da atividade jornalística e da contribuição historiográfica de João Rodrigues Coriolano de Medeiros, detalhe este que, embora o raramente assinalado de forma superficial, o creio que já tenha sido rebuscado de uma maneira mais amiudada ou mediante um delineamento da integralidade do seu corpus. Existe até uma possível explicação para que o citado detalhe o tenha sido ainda muito esmiuçado: a dificuldade de acesso às suas fontes que, rapidamente, se tornaram bastante escassas. Como eu tive a rara oportunidade de, gradativamente, vir a possuir a coleção quase completa destas fontes, surgiu-me a ideia de que, discorrendo um pouco sobre elas como um todo e sobre seu conteúdo, seria uma forma interessante de prestar aqui esta homenagem ao Prof. João Rodrigues Coriolano de Medeiros.
Refiro-me aqui ao GEGHP - GABINETE DE ESTUDINHOS DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA DA PARAÍBA (o periódico) e, por via de conexão, também do Gabinete de Estudinhos de Geografia e História da Paraíba [GEGHP] (a instituição que gerou o periódico do mesmo nome). Para tecer comentários sobre este periódico, bastante modesto quanto à sua apresentação gráfica porém de extrema importância editorial e de igual importância sob vários aspectos do seu conteúdo, ainda relativamente muito pouco conhecido em decorrência da sua raridade, é conveniente que ab initio sejam dedicadas algumas palavras à instituição cultural Gabinete de Estudinhos de Geografia e História da Paraíba (GEGHP) sem, entretanto, descer ao detalhamento dos antecedentes que culminaram com a criação desta versão paralela, miniaturizada e temporária do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano (IHGP), o qual publicou durante cerca de onze anos nada menos que trinta números do seu periódico oficial, dos quais possuo hoje vinte e sete deles.
Pois bem, a instituição cultural Gabinete de Estudinhos de Geografia e História da Paraíba (GEGHP) nasceu precisamente “Aos 27 de Setembro de 1931, por suggestão de Coriolano de Medeiros e iniciativa de Pedro Baptista [Guedes]. A reunião de fundação da entidade em tela, com a presença dos dois anteriores, se deu na residência de Hortensio de Souza Ribeiro que também aí se encontrava. A este grupo original logo se agregou, dias depois (, 02 de outubro de 1931,) José Gomes Coelho e Matheus Augusto de Oliveira. Estava assim criado o Gabinete de Estudinhos de Geografia e História da Paraíba (GEGHP), composto de um número limite de apenas sete Sócios Efetivos e destinado “exclusivamente a estudar e divulgar a geographia e a historia desta unidade nacional”. Seu estatuto era bastante sugestivo no que diz respeito à sua inspiração. Compunha-se de um decálogo de normas estabelecendo que jamais haveria uma diretoria eleita na instituição e em cada uma de suas reuniões seria escolhido um Presidente e um Secretário, cujas funções se extinguiam ao término das sessões. Além disso, nenhuma contribuição pecuniária fixa seria cobrada obrigatoriamente dos sócios, entretanto, as despesas seriam reatadas pelos mesmos. A cada mês seria escolhido um Sócio Efetivo para fazer a correspondência e registrar os anais da instituição num livro, em cujas primeiras páginas seria transcrito o decálogo estatutário referendado pelas assinaturas de todos os membros.
Os Patronos escolhidos para as sete Cadeiras do Gabinete de Estudinhos de Geografia e História da Paraíba (GEGHP) foram Maximiano Lopes Machado (Cadeira N.º 01), Irenêo [Ceciliano Pereira] Joffily (Cadeira N.º 02), Francisco [Soares da Silva] Retumba (Cadeira N.º 03), Irineu [Ferreira] Pinto (Cadeira N.º 04), Pedro Americo [de Albuquerque Mello] (Cadeira N.º 05), [Manuel] Arruda [da] Câmara (Cadeira N.º 06) e o Cônego Bernardo de Carvalho Andrade (Cadeira N.º 07).
Inicialmente apenas cinco Cadeiras foram ocupadas: a Cadeira N.º 02 por Hortensio de Souza Ribeiro, a Cadeira N.º 03 por Matheus Augusto de Oliveira, a Cadeira N.º 04 por José Gomes Coêlho, a Cadeira N.º 06 por João Rodrigues Coriolano de Medeiros e a Cadeira N.º 07 por Pedro Baptista Guedes.
Apesar das inerentes dificuldade financeiras que uma instituição desse tipo teria de enfrentar, em qualquer época, é muito tocante perceber entre seus membros a disposição de, da forma que pudessem, fazer circular mensalmente, repito mensalmente e com data marcada (o dia 27 de cada mês) uma revista cujo número avulso, na época em que foi lançado o N.º 1 a 27 de outubro de 1931, custava $ 500 enquanto que a assinatura anual (doze números), custava 6$000. O mais impressionante é que aquela periodicidade mensal foi quase que rigorosamente mantida durante os doze primeiros números. A partir daí, o que é bastante compreensível, o ritmo não manteve a mesma cadência embora a publicação continuasse nos anos seguintes até, pelo menos, o N.º 13 e o N.º 14 do Volume III, impresso em 01 de outubro de 1941. O saudoso Eduardo Martins da Silva, além de tudo um respeitável bibliófilo, assinalou mais um número do GEGHP - GABINETE DE ESTUDINHOS DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA DA PARAÍBA (que eu não possuo nem tampouco existe hoje no acervo do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano [IHGP], nem ainda na monumental Biblioteca que foi do saudoso Dr. Maurílio Augusto de Almeida), ou seja, o N.º 15-16 do Volume III, impresso em 31 de maio de 1942, aparentemente o último publicado deste periódico, onde estão estampados dois artigos de Coriolano de Medeiros sobre D. Vital.
Não faz muitos dias que o Dr. Fábio da Rocha, filho do Dr. Maurílio Augusto de Almeida, com a gentileza que lhe é peculiar, me facultou a consulta à já citada grandiosa Biblioteca, como no tempo do seu saudoso pai, para eu ver se poderia ali encontrar exemplares faltantes daquele periódico. O garimpo foi, sem dúvida, bem sucedido e o meu amigo e colega Dr. Fábio da Rocha me brindou, em cópias xerográficas, dois exemplares que eu ainda não possuía, além de me ceder um outro exemplar original, em duplicata, que eu só possuía sob a forma de cópia xerográfica. Na ocasião pude manifestar minha gratidão por aquela nímia gentileza oferecendo-lhe também cinco exemplares do mesmo periódico, em cópia xerográfica, que ele, por sua vez, o possuía. De todo modo, além daquele exemplar assinalado por Eduardo Martins da Silva, do ano de 1942, ainda me faltam dois outros, respectivamente os de N.º 06 e de N.º 07 do Volume II, cujo ano de publicação deve corresponder ao de 1934, sem se poder descartar, entretanto, os anos de 1935 e 1936, pelo menos no que se refere ao segundo dos dois números. É que, a essa altura, a revista em tela apresentava um ritmo bastante irregular pois no ano de 1933 circularam apenas três números (início do Volume II). O N.º 04 e o N.º 05 do Volume II são de 1934. Existe um hiato na minha coleção para, na sequencia, virem o N.º 08-09 do Volume II em 1936, o N.º 10 do Volume II em 1936 e o N.º 11-12 do Volume II em 1936.

Coriolano de Medeiros
 
no primeiro número desse periódico (27 de outubro de 1931) o Prof. Coriolano de Medeiros dava à luz um artigo seu intitulado Outrora e Hoje: Fisiografia do local onde Martim Leitão situou a metrópole paraibana. Mas o que eu desejo aqui não é propriamente nominar cada trabalho por ele publicado naquela revista, embora possa dizer que todos os números que possuo apresentam a contribuição de Coriolano de Medeiros (expressamente declarada ou não).
Talvez até em decorrência do fascínio que as fontes primárias exercem sobre mim, uma das cousas que eu pretendo destacar naquele periódico é a sua secção de DOCUMENTOS onde se encontra um inestimável acervo de peças cartoriais, transcritas ali na íntegra, peças estas que com muita probabilidade correm o risco de o mais existirem em qualquer outro local. Vários dos documentos ali publicados, originais ou em cópia, haviam pertencido ao próprio Prof. Coriolano de Medeiros mas, ao que tudo indica, estão hoje irremediavelmente perdidos. Embora sem muita esperança, o se pode descartar a remota chance de, através de uma laboriosíssima pesquisa nos antigos cartórios deste Estado, particularmente os do interior, se poder vir a resgatar pelo menos alguns daqueles documentos somente publicados no periódico GEGHP - GABINETE DE ESTUDINHOS DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA DA PARAÍBA.
O primeiro documento transcrito nessa revista é uma Procuração bastante que faz Leandro Nunes de Figueirêdo, morador da fazenda dos Patos na Ribeira do Espinharas em 1764” (Documento pertencente a Coriolano de Medeiros).
A seguir vem uma “Escriptura [do dia 17 de julho de 1768] de doação para patrimonio que fazem o Tent. Cel. Caetano Dantas Correa e m.er [mulher] D. Josefa de Arº [Araujo] Per [Pereira] de meya legoa de terra na serra chamada do Coyté da freg.ª [freguesia] da Senhora Sant’Anna do Seridó para a Capella que na ditta serra pretendem erigir com a invocação [de] Nossa Senhora das Mers(Documento pertencente a Coriolano de Medeiros).
Em seguida vem um documento, talvez o mais precioso de todos, que corresponde à terceira carta de data em sesmaria na então incipiente Capitania da Paraíba, outorgada no dia 03 de junho de 1587 no rio Jacuípe, próximo ao Forte Velho, a “Amador de Resende”, nome este que deve ser entendido como Amaro de Resende, figura bastante conhecida naquela época (Cópia pertencente a João Domingos dos Santos). Perceba-se que esta carta de data sequer foi assinalada por João de Lyra Tavares nos seus Apontamentos para a História Territorial da Parahyba.
Temos também uma “Escriptura de venda [a 11 de dezembro de 1767] de hum sitio de terras de criar gados chamado Poção [na Ribeira do Piancó] que fasem Diogo Fern[ande]s. Per[eir]a.  e sua molher Maria  Ferreira  da Rocha a Franc.º  [Francisco] de Mello Leite (Documento de Coriolano de Medeiros).
É de se citar ainda um Traslado  de Escritura  [a 05 de fevereiro de 1799] de Thomé Alves da Costa da compra que faz do sitio Riacho Verde [na Serra do Teixeira] a Antonio de Andrade Baptista e sua molher” (Documento de Pedro Baptista Guedes).
Temos ainda um auto de “Posse [em 15 de outubro de 1667] que toma o Governador André Vidal de Negreiros do Engenho e sitio Massangana  da envocação [de] Nossa Senhora d’Agua de Lupe, termo da Cidade [de] Nossa Senhora das Neves, Cappitania da Parahiba (Documento de João Domingos dos Santos).
Há também um “publico estromento de perdão e declaração de verdade que [no dia 22 de junho de 1675] Caterina  Soares molher de Rodrigo Soares ao Cappitão-Mor Agostinho Cezar de Andrade” (Documento de João Domingos dos Santos).
Temos também uma “Escriptura de perdão que [no dia 14 de abril de 1768] Antonio Gomes de Britto a João Felippe Bezerra nesta Povoação de Nossa Senhora do Bom Sucesso do Piancó, capitania  da Parahiba  do Norte (Documento de Coriolano de Medeiros).
ainda a “Escriptura de venda [a 23 de novembro de 1668] de hu engenho de assucar  [, o Massangana, sob a invocação de Nossa Senhora da Água de Lupe, no Itapuá,] e suas pertenças, que faz o Governador André Vidal de Negreiros ao Mestre de Campo Antonio Curado Vidal” (Documento de João Domingos dos Santos).
Complementando o documento anterior existe também o Auto de pose [sic] que toma [no dia 25 de novembro de 1668] o Mestre de Campo Antonio Curado  Vidal do engenho [Massangana] e terras  conteúdas no Tapuhá” (Documento de João Domingos dos Santos).
Pode igualmente ser mencionado aqui a “Escretura [a 12 de junho de 1675] de doação  de huma sorte de terras  que fazem Sebastião Delgado e sua molher Natalia da Silva á Virgem Nossa Senhora  da  Conceição  da  Capella  da  Aldeia de Joacoca” (Documento de João Domingos dos Santos).
Ressalto ainda no dia 09 de dezembro de 1670 a “Escritura de venda à retro aberto, ou seja, sob a condição de o trato se desfazer com a devolução, ao comprador, da quantia por ele originalmente paga] que faz [o Capitão] Duarte Gomes da Silveira, neto do homônimo seu, bem mais famoso], [d]o Engenho Novo, Sto. Antonio, ao Sr. Governador  André Vidal de Negreiros (Documento de João Domingos dos Santos).
Para concluir diga-se que esses valiosos dados aqui assinalados representam apenas uma pequena ilustração do precioso acervo documental que aquela modesta e relativamente pouco conhecida, porém importantíssima revista paraibana publicou com a inestimável participação de Coriolano de Medeiros e o registro que acabo de salientar constitui o fulcro da minha homenagem a este saudoso polígrafo.

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